6 de maio de 2010

Hidroterapia


Ou também chamada de Fisioterapia Aquática, é mais um recurso fisioterapeutico que utiliza dos princípios físicos da água para desenvolver um programa de reabilitação, dentro das necessidades de cada indivíduo.

Os princípios físicos da água são:
Temperatura: entre 32°e 34°, a água aquecida favorece o relaxamento muscular.
Densidade: objetos que tem uma densidade maior que da água afundam e objetos com densidade menor flutuam. Mas algo que provavelmente vocês não sabem, é que a densidade da gordura é menor que da água, portanto pessoas obesas são excelentes flutuadores. Ossos e músculos têm densidade maior que da água, assim afundam, portanto pessoas mais fortes afundam. Isso explica por mulheres flutuam mais que homens, nós mulheres temos uma densidade óssea e muscular menor que comparado aos homens e uma reserva de gordura maior.
Empuxo: é uma força oposta a força da gravidade. Assim objetos com uma densidade menor que da água são “empurrados” para superfície da água por essa força. Devido essa força, existe um efeito importante que ocorre na água que é o efeito metacentro, o objetivo desse efeito é sempre manter um corpo/objeto em equilíbrio, por exemplo, uma pessoa que tem uma amputação de um membro apresenta uma assimetria de um lado do corpo em relação ao outro, essa pessoa em decúbito dorsal na água rola para o lado do membro amputado, para adquirir o equilíbrio metacentro. Teste isso em você mesmo, deite na piscina em decúbito dorsal e levante um braço, você sentirá seu corpo rodando.
Resistência: quanto maior a velocidade e o tamanho do objeto em contato com a água maior será a resistência.
Viscosidade: quanto mais viscoso um líquido, ou seja, mais denso, maior será o atrito. Assim, líquidos mais viscosos produzem maior resistência.
Força de Arrasto: é o efeito “esteira”, se você andar na piscina de costas com um objeto pequeno na sua frente, esse objeto te “seguirá”. Isso ocorre porque as moléculas de água movem-se paralelas umas as outras e não se cruzam, igual a uma esteira.

Depois de tanta física... O que todos esses efeitos ajudam uma pessoa com lombalgia, cervicalgia, lombociatalgia...

O maior objetivo na hidroterapia é analgesia e gerar movimento para “quebrar” o ciclo de dor. (veja ciclo de dor em LOMBALGIA).
• A temperatura da água promove o relaxamento da musculatura;
• Em imersão com a água na altura da cintura 50% do peso corporal é diminuído pela força empuxo, portanto esse efeito diminuído a sobrecarga nas estruturas da coluna. Alguns autores relatam que pode-se até obter um aumento do espaço articular.
• A flutuação facilita, principalmente, a tração de toda a coluna vertebral, diminuindo a compressão nervosa. Alongamentos, mobilizações e massagens também são facilitadas.
Algumas piscinas têm os famosos turbilhões que promovem uma massagem local, relaxamento muscular e melhora da circulação local.
• Todos esses fatores associados contribuem para que o paciente volte a realizar movimentos precocemente. Hoje, sabe-se, que em um quadro de reabilitação, quanto mais cedo o paciente volta a realizar movimentos, menores são os efeitos da mobilização ( a perda de força muscular que leva a uma diminuição do equilíbrio corporal e diminuição ou ausência do movimento de um membro; após um quadro álgico muito intenso pode existir diminuição da mobilidade de tronco, apreensão ao movimentar-se e adotar posturas erradas).

Portanto, na hidroterapia, o foco inicial será a mobilização de quadril, porque quando não temos um quadril móvel sobrecarregamos a lombar. Quando obtemos maior mobilidade de quadril, exercícios que solicitam membros superiores e inferiores são introduzidos. Outro fator importante é: quando tratamos uma lombalgia, o foco não será apenas a lombar, a coluna está toda interligada, assim existe a necessidade de tratar a coluna como um todo.

É importante lembrar que a hidroterapia é muito eficaz no tratamento da coluna vertebral, mas um trabalho de solo é essencial (Pilates, RPG, Isso-stretching...) para fortalecer o abdome e reeducar a postura corporal.

Por Ana Angélica R. de Lima

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